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Prevenção

Diabetes

27 de julho de 2026 4 min de leitura
Diabetes

Diabetes Mellitus O diabetes mellitus (DM) é uma condição crônica caracterizada por altos níveis de glicose no sangue. Cerca de 50% da população com diabetes não sabe que são portadores da doença, algumas vezes permanecendo não diagnosticados até que se manifestem sinais de complicações.

Diabetes Mellitus

O diabetes mellitus (DM) é uma condição crônica caracterizada por altos níveis de glicose no sangue. Cerca de 50% da

população com diabetes não sabe que são portadores da doença, algumas vezes permanecendo não diagnosticados até que

se manifestem sinais de complicações. Por isso, testes de rastreamento são indicados em indivíduos assintomáticos que

apresentem maior risco da doença. Estima-se que a prevalência do diabetes mellitus no mundo é de aproximadamente 8,3%

(SBD 2022-2023).

O DM é classificado em:

• DM Tipo 1

O desenvolvimento do diabetes tipo 1 pode ocorrer de forma rapidamente progressiva, principalmente, em crianças e

adolescentes (pico de incidência entre 10 e 14 anos), ou de forma lentamente progressiva, geralmente em adultos. SBD

2022; ADA 2023.

• DM Tipo 2

A grande maioria dos casos (mais de 90%). O termo tipo 2 é usado para designar uma deficiência relativa de insulina e

geralmente tem início após 30-40 anos de idade, mostrando grande associação com a obesidade e com a hereditariedade

(genética). SBD 2022; ADA 2023.

• DM Gestacional

É a hiperglicemia diagnosticada na gravidez, de intensidade variada, geralmente se resolvendo no período pós-parto,

mas retornando anos depois em grande parte dos casos. SBD 2022; ADA 2023.

• Outros tipos

Causas genéticas, doenças pancreáticas, uso de medicamentos

(ex: corticoides). SBD 2022; ADA 2023.

Diagnóstico

Com base nas manifestações clínicas típicas, o diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais, em especial a dosagem

da glicose plasmática. De acordo com os resultados da glicemia, o paciente pode ser incluído em uma das condições abaixo.

CRITÉRIO JEJUM 2 HORAS APÓS

75 g DE GLICOSE CASUAL (1)

NORMAL INFERIOR A 100 INFERIOR A 140

TOLERÂNCIA

À GLICOSE

DIMINUÍDA

MAIOR QUE 100

E INFERIOR A 126

MAIOR OU IGUAL A 140

E INFERIOR A 200

DIABETES

MELLITUS

MAIOR OU IGUAL

A 126 (3)

MAIOR OU IGUAL

A 200

MAIOR OU

IGUAL A 200 E

SINTOMAS (2)

(1) Amostra coletada em qualquer horário do dia, independente da última refeição.

(2) Sintomas clássicos: poliúria, polidipsia, perda de peso sem causa aparente.

(3) O valor deve ser confirmado repetindo-se o teste em outro dia.

Hemoglobina glicada (A1C)

A hemoglobina glicada (HbA1c) é a forma de hemoglobina que se liga de maneira irreversível à glicose presente no sangue.

Essa ligação ocorre de forma proporcional à concentração de glicose circulante e reflete a média dos níveis glicêmicos

durante os últimos 3 a 4 meses e é amplamente utilizado tanto para o diagnóstico quanto para o monitoramento do controle

glicêmico em pacientes com diabetes mellitus.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda o diagnóstico de diabetes quando a glicemia de jejum é igual ou superior

a 126 mg/dL, e a HbA1c é igual ou superior a 6,5%, mas pode ser mais flexível para idosos, com metas entre 7,5% e 8,0%. Além

disso, a A1C tem sido validada como critério diagnóstico laboratorial para o DM, tornando-se uma ferramenta essencial no

acompanhamento clínico.

DESCRIÇÃO VALOR DE REFERÊNCIA (%)

NORMAL

MENOR QUE 5,7

PRÉ-DIABETES

ENTRE 5,7 E 6,4

DIABETES

MAIOR QUE 6,4

META TERAPÊUTICA

PACIENTES COM DM1 OU DM2

MENOR QUE 7,0

IDOSO SAUDÁVEL

MENOR QUE 7,5

IDOSO COM COMORBIDADES OU FRAGILIDADE

MENOR QUE 8,5

CRIANÇAS E ADOLESCENTES

MENOR QUE 7,0

Referência: Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2022).

Glicemia média estimada: o que é?

Para facilitar a interpretação dos testes de hemoglobina glicada, foram realizados vários estudos que comparam os níveis de

A1C com a média das dosagens da glicemia no período avaliado. Ao final de três meses de estudo, uma relação linear simples

foi obtida.

GLICOSE MÉDIA ESTIMADA (mg/dL) = 28,7 x A1C – 46,7

Portanto, utilizando essa relação, com base no resultado de A1C, pode-se estimar a glicemia média que o paciente apresentou

no período aproximado de três meses.

Médias de glicemia mg/dL

Correlação entre valores

de A1C e seus respectivos

valores de glicemia média

Testes para avaliação da sensibilidade à insulina

Algumas condições clínicas, como o DM, a obesidade, a síndrome metabólica e até mesmo o envelhecimento, frequentemente

cursam com alterações na sensibilidade dos tecidos-alvo da ação da insulina, reduzindo sua eficiência na captação da

glicose. Essa situação também é conhecida como resistência à insulina.

Para estimar a sensibilidade à ação da insulina in vivo e a capacidade de produção pelas células betapancreáticas, diversos

modelos foram gerados, baseados na homeostasia, considerando uma relação entre insulina e glicemia no estado de jejum.

O modelo mais conhecido e utilizado é o Homa (Homeostasis Model Assessment), do qual se pode extrair dois índices, que

visam traduzir a sensibilidade à insulina (Homa-IR) e a capacidade secretória das células beta (Homa-Beta).

Outro teste também baseado no modelo de homeostasia e bastante utilizado é o índice de Quicki (Quantitative Insulin

Sensitivity Check Index).

Com a intenção de avaliar as condições descritas acima, disponibilizamos os seguintes testes:

VERSÃO: 04 - Material produzido por DB Diagnósticos. Todos os direitos reservados.

Referências

1. ATKINSON, W.; SHELDON, T. A.; SHAAT, N.; WHORWELL, P. J. Food elimination based on IgG antibodies

in irritable bowel syndrome: a randomised controlled trial. 2004, 53: 1459-1464.

2. A VEGAN diet free of gluten improves the signs and symptoms of Rheumatoid Arthritis. British Society of

Rheumatology. 2001. p 1175-1179.

3. DIETARY advice based on food specific IgG Results. Nutrition and food science. 2007, v. 37, n. 1, p. 16-23.

4. DIABETES Care 2021 Jan; 44 (Supplement 1): S15-S33