Diabetes

Diabetes Mellitus O diabetes mellitus (DM) é uma condição crônica caracterizada por altos níveis de glicose no sangue. Cerca de 50% da população com diabetes não sabe que são portadores da doença, algumas vezes permanecendo não diagnosticados até que se manifestem sinais de complicações.
Diabetes Mellitus
O diabetes mellitus (DM) é uma condição crônica caracterizada por altos níveis de glicose no sangue. Cerca de 50% da
população com diabetes não sabe que são portadores da doença, algumas vezes permanecendo não diagnosticados até que
se manifestem sinais de complicações. Por isso, testes de rastreamento são indicados em indivíduos assintomáticos que
apresentem maior risco da doença. Estima-se que a prevalência do diabetes mellitus no mundo é de aproximadamente 8,3%
(SBD 2022-2023).
O DM é classificado em:
• DM Tipo 1
O desenvolvimento do diabetes tipo 1 pode ocorrer de forma rapidamente progressiva, principalmente, em crianças e
adolescentes (pico de incidência entre 10 e 14 anos), ou de forma lentamente progressiva, geralmente em adultos. SBD
2022; ADA 2023.
• DM Tipo 2
A grande maioria dos casos (mais de 90%). O termo tipo 2 é usado para designar uma deficiência relativa de insulina e
geralmente tem início após 30-40 anos de idade, mostrando grande associação com a obesidade e com a hereditariedade
(genética). SBD 2022; ADA 2023.
• DM Gestacional
É a hiperglicemia diagnosticada na gravidez, de intensidade variada, geralmente se resolvendo no período pós-parto,
mas retornando anos depois em grande parte dos casos. SBD 2022; ADA 2023.
• Outros tipos
Causas genéticas, doenças pancreáticas, uso de medicamentos
(ex: corticoides). SBD 2022; ADA 2023.
Diagnóstico
Com base nas manifestações clínicas típicas, o diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais, em especial a dosagem
da glicose plasmática. De acordo com os resultados da glicemia, o paciente pode ser incluído em uma das condições abaixo.
CRITÉRIO JEJUM 2 HORAS APÓS
75 g DE GLICOSE CASUAL (1)
NORMAL INFERIOR A 100 INFERIOR A 140
TOLERÂNCIA
À GLICOSE
DIMINUÍDA
MAIOR QUE 100
E INFERIOR A 126
MAIOR OU IGUAL A 140
E INFERIOR A 200
DIABETES
MELLITUS
MAIOR OU IGUAL
A 126 (3)
MAIOR OU IGUAL
A 200
MAIOR OU
IGUAL A 200 E
SINTOMAS (2)
(1) Amostra coletada em qualquer horário do dia, independente da última refeição.
(2) Sintomas clássicos: poliúria, polidipsia, perda de peso sem causa aparente.
(3) O valor deve ser confirmado repetindo-se o teste em outro dia.
Hemoglobina glicada (A1C)
A hemoglobina glicada (HbA1c) é a forma de hemoglobina que se liga de maneira irreversível à glicose presente no sangue.
Essa ligação ocorre de forma proporcional à concentração de glicose circulante e reflete a média dos níveis glicêmicos
durante os últimos 3 a 4 meses e é amplamente utilizado tanto para o diagnóstico quanto para o monitoramento do controle
glicêmico em pacientes com diabetes mellitus.
A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda o diagnóstico de diabetes quando a glicemia de jejum é igual ou superior
a 126 mg/dL, e a HbA1c é igual ou superior a 6,5%, mas pode ser mais flexível para idosos, com metas entre 7,5% e 8,0%. Além
disso, a A1C tem sido validada como critério diagnóstico laboratorial para o DM, tornando-se uma ferramenta essencial no
acompanhamento clínico.
DESCRIÇÃO VALOR DE REFERÊNCIA (%)
NORMAL
MENOR QUE 5,7
PRÉ-DIABETES
ENTRE 5,7 E 6,4
DIABETES
MAIOR QUE 6,4
META TERAPÊUTICA
PACIENTES COM DM1 OU DM2
MENOR QUE 7,0
IDOSO SAUDÁVEL
MENOR QUE 7,5
IDOSO COM COMORBIDADES OU FRAGILIDADE
MENOR QUE 8,5
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
MENOR QUE 7,0
Referência: Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2022).
Glicemia média estimada: o que é?
Para facilitar a interpretação dos testes de hemoglobina glicada, foram realizados vários estudos que comparam os níveis de
A1C com a média das dosagens da glicemia no período avaliado. Ao final de três meses de estudo, uma relação linear simples
foi obtida.
GLICOSE MÉDIA ESTIMADA (mg/dL) = 28,7 x A1C – 46,7
Portanto, utilizando essa relação, com base no resultado de A1C, pode-se estimar a glicemia média que o paciente apresentou
no período aproximado de três meses.
Médias de glicemia mg/dL
Correlação entre valores
de A1C e seus respectivos
valores de glicemia média
Testes para avaliação da sensibilidade à insulina
Algumas condições clínicas, como o DM, a obesidade, a síndrome metabólica e até mesmo o envelhecimento, frequentemente
cursam com alterações na sensibilidade dos tecidos-alvo da ação da insulina, reduzindo sua eficiência na captação da
glicose. Essa situação também é conhecida como resistência à insulina.
Para estimar a sensibilidade à ação da insulina in vivo e a capacidade de produção pelas células betapancreáticas, diversos
modelos foram gerados, baseados na homeostasia, considerando uma relação entre insulina e glicemia no estado de jejum.
O modelo mais conhecido e utilizado é o Homa (Homeostasis Model Assessment), do qual se pode extrair dois índices, que
visam traduzir a sensibilidade à insulina (Homa-IR) e a capacidade secretória das células beta (Homa-Beta).
Outro teste também baseado no modelo de homeostasia e bastante utilizado é o índice de Quicki (Quantitative Insulin
Sensitivity Check Index).
Com a intenção de avaliar as condições descritas acima, disponibilizamos os seguintes testes:
VERSÃO: 04 - Material produzido por DB Diagnósticos. Todos os direitos reservados.
Referências
1. ATKINSON, W.; SHELDON, T. A.; SHAAT, N.; WHORWELL, P. J. Food elimination based on IgG antibodies
in irritable bowel syndrome: a randomised controlled trial. 2004, 53: 1459-1464.
2. A VEGAN diet free of gluten improves the signs and symptoms of Rheumatoid Arthritis. British Society of
Rheumatology. 2001. p 1175-1179.
3. DIETARY advice based on food specific IgG Results. Nutrition and food science. 2007, v. 37, n. 1, p. 16-23.
4. DIABETES Care 2021 Jan; 44 (Supplement 1): S15-S33
